Olá! Sou a Ana!

REGISTAR A VOSSA HISTÓRIA, DE UM PONTO DE VISTA DOCUMENTAL, COMEÇA COM A CONSTRUÇÃO DA NOSSA RELAÇÃO

Registar a vossa história, de um ponto de vista documental, começa com a construção da nossa relação.

Acredito mesmo que este é um trabalho de confiança e que a confiança é um dos alicerces principais da minha fotografia. Valorizo profundamente os vossos momentos, as vossas memórias e considero que é muito importante preservá-los para vocês e para as gerações futuras.

É difícil quantificar o valor sentimental de um momento captado, encapsulado no tempo e no papel fotográfico. O valor da fotografia só terá valor para os seus intervenientes, para o que se relacionarem com ela e para os que a viveram e não podem repetir o momento.

Acredito que a fotografia tem o poder de nos levar numa viagem no tempo, num tempo de histórias, de memórias, que tem a capacidade de nos reavivar a memória. A fotografia tem a capacidade de ser um elo na nossa memória, quando a memória esquece mas o coração vê e sente.

Tudo começou com esta Zenit.

Lembro-me, desde sempre, de mexer na máquina fotográfica do meu pai. Sabia o que fazia, qual era o seu propósito. Aquele objecto pesado e frio, atraía-me.

Cresci a ser fotografada. Para onde íamos, a Zenit ia: para os passeios nas estradas circundantes de Sintra, para a casa dos avós e para as festas de anos. 

Na minha familia, o consumo de fotografia era completamente vernacular: o resgisto dos acontecimentos do núcleo familiar, acompanhar e registar o meu crescimento e desenvolvimento. Como filha única (na altura), nascida nos finais dos anos 80, tive o previlégio de ter a minha infância muito bem registada em fotografia.

Mas o que sempre me impressionou mais, foram as fotografias das pessoas que eram os meus pais antes da minha existência. Saber que também tiveram uma juventude, que tinham manhas e manias, foi algo sempre muito fascinante para mim. Senti que os conheci antes de serem meus pais.

Filha de pais separados, sou a gardiã do espólio vernacular familiar. E a fotografia também é isto: mostra como evoluem as famílias, que situações são fotografadas, que momentos merecem estar num álbum fotográfico.

O melhor destes meus documentos vernaculares, destas minhas provas de existência, é ter fotografias que me fazem viajar no tempo. Esta é a minha única fotografia de Natal impressa e corresponde igualmente à minha única memória de Natal, de pequenina.

Com o nascimento da minha irmã em 99, o uso de ficheiros digitais já era usual, por isso, o acompanhamento do crescimento da minha irmã não foi massivamente fotografado como o meu. Este gap geracional, entre meios de retrato da realidade e de acesso aos seus ficheiros, foram muito transformadores na história de todas as familias. 

Fotografia documental.

Quando comecei a fotografar sabia bem o que queria: queria fotografar casamentos e queria romper com o protocolo dos anos 90. Sabia que queria registar cabelos no ar, congelar sorrisos, queria fotografar as pessoas na sua real essência! Queria fotografar a realidade.

Questões de semântica à parte (o que é o real? o que não é a realidade?), eu sabia que documentar era o que eu me proponha a fazer e era aí que eu ia ser feliz. Queria sair da zona de conforto dos casamentos, queria registar a festa a ser vivida, a música a ser sentida. Queria ter mais espaço de manobra para me mexer, para contar a história daquele dia, do meu ponto de vista e sem interferência.

O estúdio.

Sempre disse a mim mesma que “se algum dia tiver um estúdio, tem que ser diferente“. Com a serenidade que a decisão acarreta esperei por um motivo antes de avançar com a ideia e a necessidade de ter um estúdio.

Sabia que me faltava uma coisa: acompanhar o crescimento das minhas famílias. Foram elas a razão da criação do estúdio.

Em Agosto de 2021 anunciei ao mundo que a minha Ana ia ter uma casa. É nesta casa que eu posso continuar a contar e a registar as histórias e o crescimento das minhas familias.

O estúdio é diferente. É um estúdio de luz natural, onde todas as familias se podem sentir em casa e ser elas mesmas. Não há luzes, projectores, fios, fundos fotográficos… não. Há apenas as vossas histórias para serem registadas.

A nova imagem: necessidade de crescer.

A vontade de mudar de imagem já me tinha invadido antes: aprendi a esperar pelo momento certo. Quando começo a sentir borboletas na barriga, é sinal que é a altura de avançar.

Sabia que tinha que mudar de imagem. Porque na realidade cresci! Cresci como pessoa, como profissional e os meus objectivos mudaram.

Para mim, este passarinho não significa voar mais alto! Pode ser também mas este não é o objectivo principal. O Rabirruivo-preto é, para mim, sinónimo de casa. Aqui em casa e de família, todos os anos, os Rabirruivos-pretos vêm fazer a sua ninhada; todos os anos, as gerações regressam.

Tal como o Rabirruivo-preto, também eu quero acompanhar o crescimento das minhas famílias, quero entregar-lhes as memórias mais bonitas que viveram.

Porque tudo começou nos casamentos, serei sempre a ANA.WeddingPhotography, porque é lá que o meu coração é livre. Mas serei sempre a Ana, a Ana que recebe as vossas histórias, as vossas barriguinhas, os vossos bebés e as vossas famílias. Porque com vocês, estou a aprender todos os dias a fazer a fotografia que quero fazer: fotografia real, verdadeira e repleta de amor.

CRIE E VIVA AS SUAS MEMÓRIAS.

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